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-E agora? O que eu coloco na caixa?

Ontem eu estava em um processo de desapego. Precisava diminuir minhas quatro fileiras de livros para apenas duas.

No início foi fácil. Quem precisa de um livro de Sistemas Operacionais na estante? Ew.

Só que depois de uma caixa cheia de livros para guardar, eu ainda precisava remover uns 20 livros e todos os livros sobreviventes tinham alguma ligação comigo. Eram livros que eu gostava, que fizeram parte da minha vida!

Entretanto, percebi que acontecia algo peculiar: por que eu preciso deixar na estante algo que enfatize a minha identidade?

Já reparou nisso? Quantas coisas nós não usamos somente para definir e provar quem nós somos?

Neste momento, eu peguei a trilogia do Senhor dos Anéis e guardei na caixa. Eu sei que nunca mais vou ler esse livro e, embora ele seja ótimo, vamos concordar que ele é um saco.

O único motivo de eu não ter guardado o livro antes era por puro narcisismo. “Eu li Senhor dos Anéis”. Como se alguém fosse vir em casa, observar meus livros e me julgar por aquilo que está na estante.

Bobagem. Mas é uma bobagem que fazemos direto.

Apego é viver de passado

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Somos criaturas apegadas, pois acreditamos que somos o nosso passado.

Tudo começou como uma experiência de praticar o conceito de MA (espaço negativo).

Resolvi me livrar ou guardar todos os objetos que eu não uso e deixar à mostra apenas o necessário, útil e funcional. É um tipo de minimalismo japonês, digamos assim.

Ao invés de deixar apenas alguns livros que servirão de consulta de acordo com meus objetivos do futuro, eu estava usando aquilo como reenforço do que eu já era.

Pergunta: você quer ser quem você é, ou você quer se transformar em algo além?

O mesmo valia para todos os outros objetos de decoração do meu quarto e até mesmo a bagunça. Tudo me lembrava de coisas que eu não queria e isso gera distração.

Desapegue-se da segurança

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Eu tinha roupas que não usava no armário. Guardei todas. As roupas que eu não gostava, doei.

Inconscientemente, se você mantém e aceita aquilo que não quer, então está dizendo para si mesmo “eu não mereço algo melhor”.

Percebi que odeio meias soquete, mas mantinha quase 10 pares por segurança. “Se acabar as meias normais, eu tenho o que usar”. É um pensamento medíocre. Lave as meias e deixe de ser preguiçoso!

Como praticar o Desapego e o MA

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O processo de decluttering (desacúmulo-desapego) foi um ótimo espelho para algumas características internas.

Se você tiver interesse, comece pequeno.

Minha estratégia foi criar três categorias.

1. Coisas que quero para meu futuro e que vou usar constantemente.
2. Coisas que não uso e podem ficar guardadas. Também é possível deixar coisas que eu não tenha certeza se quero jogar fora, como roupas e livros.
3. Coisas para doar ou jogar fora.

O interessante disso é que você pode deixar muita coisa guardada para testar a necessidade delas. Depois de meses, quando você perceber que não as usou, terá mais segurança para jogar tudo fora.

Nossa preocupação com segurança e conforto são ilusórias. Achamos que precisamos de 20 camisetas e 200 livros, mas com esse simples ato, você verá que é tudo uma grande mentira que contamos para nós mesmos.

Depois de ter passado do nível de seleção, o objetivo será deixar seu ambiente com o mínimo possível de objetos visíveis. Todas as coisas precisam estar guardadas em armários ou gavetas. Tire quando usar, guarde quando terminar.

Manter o ambiente clean ajuda a diminuir as distrações.

Você verá a diferença!

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Obrigado pela leitura =)

Sobre o autor - Ryo Matsuno

Escritor e Estrategista em Desenvolvimento Pessoal, criador dos sites AltoConhecimento.com e TeoriaDoViver.com.br . Músico nas horas vagas e pseudo empreendedor, seu hobbie é dominar o mundo.

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