interno

“Se um sacrifício é uma tristeza para ti, e não uma alegria, então não o faças, não és digno dele.”

-Romain Rolland

A cultura do sacrifício era comum antigamente, mas hoje é visto como algo absurdo. Existia a crença de que, para obter milagres divinos, era necessário sacrificar algo de importante, como o gado ou até mesmo familiares.

Já que a compreensão antiga era limitada, era necessário aplicar certas metáforas na vida real. Enquanto hoje conseguimos compreender o conceito do sacrifício, antigamente só era possível de fazê-lo através do sentimento. Para tal, pessoas sacrificavam o que tinham de importante para compreender e provar para si que os seus desejos eram ainda mais importantes.

Hoje somos acostumados a ter tudo. Podemos adquirir a informação livremente na internet e nos livros. Podemos trocar trabalho abstrato por bens concretos. Ficamos mimados e perdemos o contato com o valor do sacrifício. Queremos tudo, mas não queremos dar nada em troca.

Todas as pessoas sonham, mas infelizmente nem todas conseguem ter a coragem necessária para se manterem firmes. O medo e o conformismo superam a coragem e o espírito. O espaço deixado pelos sonhos cria um grande buraco negro de desejos e medos. Começamos então a desejar coisas sem sentido para a nossa vida, mas que nos dão pequenas doses de prazer – alcool, sexo, amor, jogos, compras.

Aqueles que vivem plenamente seus sonhos não precisam destas pequenas validações egocentricas. Viver plenamente significa saber escolher entre o importante e o não tão importante. É necessário fazer sacrifícios, pois são estes os responsáveis pelas nossas convicções.

Nossa vida é limitada. Saiba escolher. Saiba sacrificar. Convicção é tudo.

Sobre o autor - Ryo Matsuno

Escritor e Estrategista em Desenvolvimento Pessoal, criador dos sites AltoConhecimento.com e TeoriaDoViver.com.br . Músico nas horas vagas e pseudo empreendedor, seu hobbie é dominar o mundo.

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