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A maioria das pessoas é assim.

Acontece algum problema e repentinamente ele começa a se tornar o centro da nossa vida. Ao invés de agir de acordo com a nossa essência e vontade, nós desviamos os nossos caminhos para lidar justamente com aquilo que menos queremos.

É como a pessoa que fala mais das pessoas que odeia do que das pessoas que ama. Não apenas reclamar, mas gastar tanta energia se preocupando com problemas acaba sendo uma atitude reativa e pouco eficaz.

Vivemos em um mundo de ocultação, o mundo mais inferior em relação ao egoísmo – Malchut de Malchut. Enxergamos apenas nossas próprias características e propriedades, e para a Cabalá, é justamente a nossa capacidade de receber para doar que define os níveis de revelação que temos da Verdade.

Quando vemos um problema, não estamos vendo nada mais do que algo bom. Entretanto, somos incapazes de receber a situação de forma positiva. Enxergamos apenas o que há de negativo – a não existência da solução e, portanto só podemos encontrar mais problemas diante desta situação.

Não importa o que você faça, enquanto sua mentalidade estiver alinhada com a de que existe um problema e coisas ruins acontecem, o Universo continuará exibindo outros problemas que precisarão ser consertados.

Existem duas partes em nós. Uma delas, a egoísta, não é capaz de receber a luz e portanto sente apenas desejo, desprazer e reflete isto em todos os tipos de sofrimento e dificuldades da nossa vida.

A parte superior é aquela que possui os vasos de doação, portanto recebe a luz afim de passá-la para os vasos de níveis inferiores.

Em outras palavras, nos preocupamos demais com aquilo que não temos a capacidade de ter. Por outro lado, temos a iluminação, respostas e vontade de agir dentro de nós que são apagadas por esse simples ato egoísta.

Como exemplo, costumo falar de um homem que precisa ganhar mais dinheiro na vida. Geralmente ele seguirá as seguintes opções: trabalhar mais, procurar um emprego, estudar mais, roubar ou pedir dinheiro emprestado.

Perceba, ou ele faz mais do mesmo, obtendo os mesmos resultados, ou então o homem busca aquilo que ele não tem para conseguir o que também não tem.

Todos nós já possuímos uma centelha de iluminação – nossos dons, gostos e missão – que podem ser utilizados para o nosso crescimento. Toda a nossa vida deve ser expandida através desta fração iluminada e nunca na fração apagada. Tendo aberto estes vasos doadores, a vida começará a se desdobrar e se resolver por si só.

 

Sobre o autor - Ryo Matsuno

Escritor e Estrategista em Desenvolvimento Pessoal, criador dos sites AltoConhecimento.com e TeoriaDoViver.com.br . Músico nas horas vagas e pseudo empreendedor, seu hobbie é dominar o mundo.

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